
Essa história aconteceu há alguns meses já mas acho que vale a pena ser contada.
Acordei cedo, caminhei até a rodoviária de Campos a fim de visitar meus pais amados na pacata Rio das Ostras. Era um lindo dia, o sol brilhava, os passarinhos cantavam, Rihanna não, enfim, estava feliz.
Na rodoviária descobri que meu cartão não passaria pois estava quebrado, talvez tenha sido a brutalidade da caixeira, na hora me pareceu bem plausível acreditar que ela estaria estressada com seu emprego de meio período com carcereira. Enfim, o fato é que meu cartão estava literalmente quebrado e eu não teria dinheiro suficiente em notas para pagar a passagem para Rio das Ostras.
"Vou pagar minha passagem até Macaé, chegando lá ligo pro meu amado pai e ele me busca, como as duas cidades são bem próximas." - pensei, genialmente.
"Se vira." -recebi como resposta após a conclusão do meu plano.
Seis horas depois do necessário cheguei em casa, encharcado de chuva e muito menos feliz, ainda mais pelo fato de que uma de minhas mochilas estava nesse momento com um hippie-mendigo-tarado-sem-noção que a comprou - depois que eu o convenci que eu não precisava de favores sexuais - por 6 reais (preço da passagem) mais a sua antiga mochila - mochila essa que devolvi após verificar que estava sem fundo - apenas funcionavam os compartimentos necessário para carregar cachaça, maconha e crack.
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Bom, depois de conseguir entender como aquele conjunto de botões funciona o café começou a sair, sair inclusive por onde não devia, e, o mais importante, para onde não devia, logo estava A Máquina cuspindo em mim, sem nenhum pingo de pudor. Estiquei minha mão para desligá-la e ela começou a berrar - loucamente, como se ela fosse a vítima ali. Recuei rápido como reflexo, e logo estiquei novamente minha mão mas - antes que eu pudesse apertar o botão - a Máquina, ainda não feliz, resolveu me atacar fisicamente... Foram peças para um lado, a xícara, que não sucumbiu ao desejo da máquina de acabar com meu dia e não se quebrou, pro outro, enfim, voaram todos os componentes encaixáveis daquela geringonça satânica para cantos diferentes da cozinha, e, consequentemente voou café para todos os lados...
A máquina não sofreu danos, juro que fiquei tentado a causar alguns nela propositalmente, mas me contentei em xingá-la de alguns nomes inecoáveis.
No final das contas estava eu, rebaixado, limpando toda aquela porcaria que A Máquina De Café Expresso espalhou pela cozinha e, como cachorro picado por cobra tem medo de salsicha, decidi manter uma distância saudável do purificador de água.
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"Fala!"
"Filho, você escondeu meu álbum?" - era minha mãe, estava atropelando as palavras de tão nervosa.
"hãn!?"
"Meu álbum da copa, eu não tô achando, onde você escondeu?"
Comecei a rir divertida e fartamente.
"Tchau mãe." - falei ainda rindo e desliguei.
Chegando em Casa ela ainda procurava o álbum.
"Olha João, olha no olho da mamãe, você escondeu meu álbum?" - não resisti e sucumbi ao riso mais uma vez.
"Deixa de ser louca mãe." - disse irritado, mas rindo - "Vê lá se eu ia esconder teu álbum."
Ela não acreditou em mim.
A tensão continuou por alguns momentos, enquanto minha mãe revirava toda a casa.
Acabou achando. Meu pai, de traquinagem, tinha escondido.
Obs.: O álbum está completo; ela acordava 8h, horário esse no qual nem sabia que era de seu conhecimento existir vida, pra ir na pracinha e trocar figurinhas com os moleques; e se vendesse alguma figurinha ela sempre superfaturava.
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Eu realmente espero que esqueça novamente por um bom tempo qual é a sensação de se criar um blog. Fiquei feliz com o resultado desse. Espero que vocês gostem e venham se refrescar periodicamente com pepperjuice. No mais é isso. Beijos e boa leitura. xD
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